Todo mundo precisa. Hoje é impensável alguém não ter carro. Qualquer coisa que se queira fazer fica super difícil sem carro. Tirar a habilitação é praticamente o mesmo que aprender a nadar ou a andar de bicicleta. Em nossos dias, é uma coisa mais que necessária, quase obrigatório.
Mas o carro precisa vir na hora certa. Certa vez, lendo Pai Rico, Pai Pobre emprestado por meu amigo René (brigadinha!) aprendi uma daquelas lições óbvias que a gente só presta atenção quando ouve alguém importante dizendo: “Você tem de fazer crescer seus ativos e não seus passivos”. Falei grego? Cara, é mais simples do que a gente pensa.
Segundo o livro:
Ativo é tudo o que GERA renda. O que traz mais dinheiro para o nosso bolso.
Passivo é tudo o que COME nossa renda. Leva nosso dinheiro embora.
Agora perceba: muita gente diz que comprar um carro é investir em alguma coisa. Mas o seu carro já lhe deu algum dinheiro? A não ser que você ganhe concursos de ‘tunagem’, seja taxista ou alugue seu automóvel para levar noivas para seus casamentos, o seu carro só QUEIMA SEU DINHEIRO. Que investimento é esse que fica menor a cada dia? Que se desvaloriza, que vale menos a cada ano? Que exige inúmeros gastos (manutenção, combustível, impostos, seguro, multas etc)?
Amigo, sinto informar, mas seu investimento está meio furado. Seu carro é um PASSIVO. Não deixa de ser um patrimônio, mas não chega a ser um investimento lucrativo.
Preste atenção. Isso não é uma campanha para não se ter carro (apesar de que viveríamos num paraíso e a cidade de São Paulo, por exemplo, seria o melhor lugar do mundo se não houvesse trânsito, poluição, e todos usassem transportes públicos decentes ou bicicletas para ir trabalhar).
Quem me conhece sabe que a-do-ro digirir, apesar de ser péssima no volante
, e jamais desaconselharia ninguém de ter seu próprio carrinho. Mas se
você fizer a escolha errada, na hora errada, o carro pode ser um problema na sua vida.
Você precisa comprar um carro quando tiver certeza que você poderá arcar com todas as despesas que o fato de ter um carro exige. Em tempos de crise, é complicado dizer, mas… você tem estabilidade financeira? Tem estabilidade no seu trabalho? Se você ficar desempregado, o que vai acontecer? O que você vai fazer com o carro que comprou?
Obs: não é porque o carro não é um ativo que deixa de ser um patrimônio seu. Por mais que não se valorize tanto quanto se aquele dinheiro estivesse aplicado num investimento rentável, ele é seu. É dinheiro aplicado e, em caso de qualquer emergência, ele estará lá, podendo ser vendido e se tornar dinheiro líquido novamente.
Outra coisa que aprendi com o livro é que a classe média vive endividada. Por quê? Porque acredita que ao ter um ligeiro aumento de salário já deve aumentar o padrão de vida na mesma proporção. O que acontece? Eles continuam passando as mesmas necessidades de quando eram mais pobres, porque os gastos aumentam.
O que é melhor? Você ser um classe média com carro bonzinho e com dinheiro sobrando para as outras coisas ou um classe média com um carrão e nenhum dinheiro pra mais nada? Seria algo como dar o passo maior que a perna…
Bom, essa é uma análise mais profunda sobre o “ter ou não ter” carro. (Eis a questão). Mas seria legal você pensar nisso antes de comprar o seu. Ou repensar, caso já tenha um, se ele está dentro do seu padrão financeiro e os custos gerados por ele estão dentro de suas capacidades.
Leia também o post no qual explico por que eu não vou comprar meu carro agora!
Imagens: Stock.XCHNG.com
[...] todo mundo gosta de uma historinha… Então, conforme prometido no post no qual perguntava se você precisa de um carro, se realmente é a hora certa de ter um, vou explicar por que meu noivo e eu não vamos comprar um [...]
[...] por Evelin Ribeiro Ok. Você já tem certeza de que precisa de um carro? E sabe que é realmente a hora certa para ter um? Beleza, mas preste atenção em algumas dicas [...]
Excelente post, Evelin. Concordo com o que você disse. Também li o livro, que por sinal é ótimo, tanto que fiz meu pai ler pra ver se ele aprende a ser menos “mão-aberta”.
Há 1 ano comprei um carro pra me livrar do problema de dividir carro com meus pais. Porém, considerei apenas o valor das parcelas. Hoje, tenho problemas pois além disso vem IPVA, seguro (que é uma facada o do Gol), combustível e eventuais manutenções. Resumindo: em média, 40% do meu salário vai para o “possante”. E se com o financiamento há 1 ano atrás o total sairia quase o dobro do valor à vista, hoje com essa crise estou pagando quase o triplo do valor do carro.
Cuidado na hora de comprar seu carro, considere bem e não seja ganancioso. Afinal, carro NÃO É INVESTIMENTO.
[...] Perdeu totalmente o poder de compra. Se, em um dia, com aquele dinheiro dava para comprar um carro, por exemplo, no dia seguinte o dinheiro já não era mais suficiente. Em uma semana, dava para [...]
[...] no livro “Pai Rico, Pai Pobre”, de Robert Kiyosaki (a própria Evelin comenta isso em um post anterior ao descrito acima). O livro, como quase todos os livros motivacionais, é um passatempo leve e [...]
[...] por Evelin Ribeiro Sei que já falei bastante sobre carros aqui. Mas informações sobre últimos levantamentos da inadimplência merecem ser debatidos. Meu [...]
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