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Archive for the ‘Crise Financeira’ Category

news1Esse texto vou uma indicação do René, que trabalha aqui na mesma empresa que eu. Muitos de nossos almoços são acompanhados de conversas sobre finanças e a gente não cansa de tentar entender quem são os culpados pela crise financeira mundial… 😀

*A resposta mais próxima da verdade que já encontramos é que não existe apenas um culpado pela crise. Existem vários.

Para quem não é da área, o site Observatório da Imprensa tem muitos artigos interessantes para jornalistas. Neste, o autor explica como e por que os jornalistas financeiros têm uma pontinha de responsabilidade para a explosão da crise. (mais…)

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predio-bancarioO título, claro, é uma brincadeira. Se refere ao termo em economês “spread” bancário. É a coisa mais simples do mundo: Para ter dinheiro para emprestar aos clientes, os bancos precisam captar dinheiro. Eles recorrem à grana que as pessoas colocam na poupança e no CDB (falaremos mais de CDB em breve :).

É como se os bancos pegassem emprestado esse dinheiro da poupança. Eles, então, precisam pagar um ‘jurozinho’ por esse empréstimo. Daí, o banco fica cheio da grana para emprestar para seus clientes. Só que quando você vai fazer um empréstimo, o banco te dá dinheiro e cobra um ‘juruzão‘. A conta “jurozão menos juruzinho” é o spread. Aí está o lucro do banco: ele paga pouco por aquele dinheiro e vende ele bem caro.

Em outras palavras, o spread é a diferença entre o que o banco paga de juros quando ele capta dinheiro e os juros que ele cobra quando nós pegamos dinheiro emprestado.

Lembram quando falei sobre as medidas de socorro do governo contra a crise? Uma delas foi diminuir as taxas cobradas para os bancos. Com isso, ficou mais barato para o banco captar o dinheiro. Logo, o justo seria o banco repassar tal desconto. Como? Baixando o juros cobrados em empréstimos, diminuindo os juros dos financiamentos, os juros cobrados no cheque especial, o juros que são acrescidos quanto você “entra no limite” da sua conta bancária… são alguns exemplos, dentre outros.

Sabe o que você tem a ver com isso? (mais…)

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Como havia prometido no post “O bicho do desemprego tá pegando”, vamos falar um pouquinho sobre o que se deve fazer, caso a crise já tenha feito você ser demitido.

Primeiro, como você deve pensar:

– Coloque na sua cabeça: você não é o único, não foi sua culpa, você não é incompetente, nem trabalha mal. O rôdo passou geral, milhares de pessoas foram mandadas embora em consequência da crise – milhões de desempregados no mundo.

– Importante: não se desespere. Apesar dos assustadores números, os empregos voltarão ao normal em aproximadamente um ano. Isso é o que eu acredito e tenho lido de especialistas por aí. Não custa nada torcer para que aconteça realmente.

Agora, como você deve agir:

– Dê entrada no seu seguro-desemprego. Mas preste atenção: muita gente acha que o seguro-desemprego é um benefício para te fazer receber grana sem precisar trabalhar e, por isso, fica esperando até a última parcela do seguro para COMEÇAR a procurar outro trabalho. (mais…)

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O discurso de posse, feito dia 20/01 não podia ser menos emocionante que todos os anteriores. Esse Obama fala bem. Fato! Ô eloquência, hein? Parece coisa de filme. Não, não tô babando ovo pro presidente dos EUA. Mas, sim, boto fé na maneira como ele encara a crise.

Selecionei um trecho do discurso – que o UOL publicou na íntegra, traduzido – para você sentir a firmeza com que ele trata do assundo, a honestidade que ele parece transmitir ao assumir o real tamanho e impactos da crise na qual o país está afundado (e pra onde levou todo mundo junto). Confira, vale a pena:

Que estamos em meio a uma crise hoje é bem sabido. Nossa nação está em guerra, contra uma ampla rede de violência e ódio. Nossa economia está gravemente enfraquecida, uma consequência da cobiça e da irresponsabilidade de alguns, mas também de nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar o país para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos, cortados; empresas, fechadas. Nosso sistema de saúde é caro demais; nossas escolas falham para muitos; e cada dia traz novas evidências de que os modos como usamos a energia reforçam nossos adversários e ameaçam nosso planeta.

Esses são indicadores de crise, sujeitos a dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o desgaste da confiança em todo o nosso país — um temor persistente de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve reduzir suas perspectivas. (mais…)

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O bicho tá pegando. Você deve ter visto nas notícias por aí: o mês de dezembro de 2008 registrou recorde no número de desempregos: foram 654 mil cortes (considerando apenas os com carteira assinada).

Tenho um amigo da área de comunicação que recebeu a notícia dias antes do natal. Alguns parentes e conhecidos da área da indústria pegaram férias coletivas, voltaram, e saíram de férias denovo.

A indústria tem negociado com o governo e com os sindicatos a redução da jornada de trabalho, redução de salários e aumento das férias coletivas como forma de evitar as demissões. É como eu já comentei (no post sobre as ajudas do governo e no que explica a crise do crédito, crise gera crise. Desemprego só faz aumentar os impactos dela.

Por outro lado, o governo estuda no momento aumentar as parcelas do seguro-desemprego, dos atuais 5 meses para 10 ou até 12. Tomara que isso aconteça, afinal, seria uma ótima forma de manter a economia girando, evitar que as famílias passem necessidades. Em 12 meses, dá tempo de o tsunami passar. Eu acredito!

O governo pode até “pressionar” (ou pedir com carinho:)) ao Banco Central que diminua a taxa Selic. Essa taxa é a base para quase todas as operações financeiras do País. Atualmente, ela é super alta: 13,75%. Se ela diminuir os 2% como a galera está pedindo, as empresas, por exemplo, poderão respirar um pouco mais aliviadas e, com fôlego um pouco maior, repensar estratégias outras que não sejam demissões. Quem sabe? (mais…)

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Você já deve ter ouvido falar dos “Pacotes do Governo para Salvar a Economia”, ou “Pacotes de Socorro do Governo”.

Bom, o governo ajudar a economia, ou interferir de alguma forma, é um tema controverso para muita gente, em especial os liberalistas/capitalistas, que acham que o governo tem de ficar bem longe do mercado.

O fato é que o capitalismo causou essa crise aí (o que não significa que o capitalismo vá entrar em colapso ou acabar), e o governo de países do mundo inteiro, mesmo dos países mais liberalistas, tiveram e ainda terão de interferir, para diminuir as consequências da crise.

Quais são as formas de ajuda?
Bem, os Estados Unidos, muitos países da Europa e do mundo inteiro injetaram bilhões de dinheiro em suas economias. Como? Eles liberam dinheiro aos bancos, para eles conseguirem oferecer crédito para as pessoas e empresas, por exemplo, dentre outras medidas.

No Brasil…
A Folha de S. Paulo tem um texto bem didático sobre quais foram as principais medidas tomadas pelo governo brasileiro para diminuir o “tsunami” financeiro que estava por chegar. Vale a pena ler inteiro.

No geral, as medidas servem para ajudar os bancos a continuar emprestando, oferecendo crédito, financiando. (mais…)

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Não sou muito consumista, mas gosto sempre de comprar as roupas que estão “na modinha” da estação. Isso não é pecado, né? 🙂

Apesar de desaconselhar compras a prazo, sou acostumada a sempre comprar na C&A, onde as roupas não são absurdamente caras (só um pouquinho), e sempre divido em 5 vezes no cartão.

Por que 5 vezes? Porque a partir de 6 tem juros. (Cuidado, eles sempre oferecem “Quer dividir em 8 vezes fixas?” Não aceite. São fixas, mas têm juros de quase 8%. Ou seja, juros absurdos).

Nessa loja, não dá pra aplicar o ‘truque’ da compra à vista (leia abaixo), porque lá não dá para negociar desconto. Por isso eu vou comprando sempre, com o cuidado de não deixar o valor da fatura alcançar um nível muito significante. (Na boa, nunca deixo minha fatura passar de R$ 30).

Um belo e feliz dia, comprei uma calça e um top para usar na academia – eu estava realmente precisando muito – e fui pagar em 5 vezes. A mocinha me surpreendeu ao dizer que NÃO EXISTIA MAIS PARCELAMENTO EM CINCO VEZES (mais…)

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