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Posts Tagged ‘imóveis’

houseMuita gente vai achar esse texto maluquice. Outros, no entanto, poderão dizer “Faz sentido! Como nunca pensei nisso antes!”. A verdade é que o antigo conselho dos nossos pais, avós, parentes, amigos, enfim, o velho dito popular de que “pagar aluguel é jogar dinheiro fora” não é tão correto assim.

Basicamente, a ideia é: Se você aproveita o tempo em que está pagando aluguel para poupar dinheiro para comprar a casa própria, você está no caminho certo.

Geralmente, o preço de um aluguel é menor do que o da prestação de uma casa. E se você conseguir juntar dinheiro suficiente para pagar sua casa à vista, o tempo que você vai levar para fazer isso será menor do que se tivesse feito um financiamento em um milhão de vezes, como geralmente acontece.

A primeira vez que li sobre isso foi no livro “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, que meu noivo me deu no ano passado. Depois, me deparei com a mesma dica no adorável blog da Cíntia Costa, o Planejando meu Casamento.

Com o pensamento de que pagar aluguel é uma péssima ideia, o que mais tenho visto de amigos e parentes é todo mundo financiando o apartamento pela Caixa em 15 ou 20 anos. A grande desvantagem desse financiamento é que ele é longo demais. Mesmo eles dizendo que as parcelas “vão diminuindo com o tempo”, na verdade, no fim das contas, você pagou quase duas vezes o valor que sua casa vale após os anos de parcelamento.

É só fazer uma simulação no site da Caixa.

E tem um pequeno agravante nesses financiamentos. (mais…)

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house_cefQuero aproveitar o recente pacote de habitação do Governo Federal para falar um pouquinho sobre imóveis.

Em março, Lula anunciou a construção de um milhão de moradias para a população de baixa renda. Ele não deu um prazo exato de quando as casas estarão prontas – para ninguém ficar enxendo a paciência dele com cobranças 🙂

Sem deixar de ser uma propaganda do governo para as próximas eleições (2010), o programa “Minha Casa, Minha Vida” também é uma medida de socorro no combate à crise. Muitos empregos (cerca de um milhão e meio) serão gerados e muito dinheiro (R$ 60 bilhões) – por meio do crédito, empréstimos e financiamentos – vai circular no mercado, o que é sempre bom para a economia.

Os principais beneficiados com o programa são as famílias com renda entre 0 e 3 salários mínimos (até R$ 1.395). Elas vão pagar uma prestação mensal equivalente a 10% do salário, durante dez anos. Para se cadastrar, basta ir a uma agência da Caixa com os documentos listados na cartilha disponível aqui.

Para ser sincera, eu acho que o programa só é grandemente vantajoso para as famílias dessa faixa de renda.

As famílias com renda entre 3 e 10 salários mínimos (até R$ 4.650) não terão subsídio no valor do imóvel. Apenas contarão com descontos nos juros, custos de cartório e taxas que podem reduzir em até R$ 23 mil o valor final. A entrada é opcional e o pagamento pode ser em até 30 anos – 360 vezes. O titular também pode usar o FGTS como parte do pagamento. Basicamente, não muda muita coisa do programa de financiamento que a Caixa já tinha antes.

Por tudo o que eu já li em livros sobre finanças pessoais, o financiamento quase eterno – como o famoso da Caixa – não é forma mais econômica de adqurir sua casa.

Vou conversar sobre isso no próximo post, ok?

Se quiser saber mais sobre o Programa Minha Cassa, Minha Vida, visite a área Habitação do site da CEF e clique na imagem da casinha do lado esquerdo do site – ou vá pessoalmente a uma agência.

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Um dos principais fatores que faz a economia crescer é o crédito. Como assim? A oportunidade de comprar uma casa, um carro ou qualquer outra coisa depende, na maioria das vezes, da chance de parcelar, financiar o valor deste bem.

Só que quando financiamos alguma coisa, alguém paga por ele antes. Por exemplo, quando financiamos um imóvel pela Caixa Econômica Federal, a própria Caixa paga aquele valor ao dono do imóvel e depois nós pagamos para a Caixa. Isso significa que a Caixa oferece um crédito para você, acreditando que você irá pagar.

Outro exemplo: Quando as montadoras de automóveis começaram – pouco tempo atrás – a vender carros em 80 parcelas (quase sete anos, misericórdia!), é um sinal que a economia está indo bem. Afinal, se um milhão de brasileiros resolvessem comprar carro dessa forma ao mesmo tempo, haveria instituições financeiras com todo esse dinheiro para dar às montadoras, confiando que, como a economia andava estável, certamente o comprador iria pagar sua dívida junto à financeira.

E por que a crise dos EUA também é conhecida como “Crise do Crédito”?

Quando os “vendedores de imóveis” (leia o post “O que é essa crise financeira) estavam indo bem, vendendo muitos imóveis, outros investidores, de outras áreas do mercado, começaram a investir – ou seja, dar dinheiro – aos vendedores esperando ter retorno com o dinheiro que eles ainda iriam receber: o dinheiro das prestações dos compradores sub prime (aqueles que não conseguem comprovar renda e oferecem risco de não pagar). (mais…)

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De repente, a crise financeira mundial é o assunto do momento. Fica difícil entender todos os acontecimentos que se seguem quando não entendemos o começo. De maneira simplificada, a crise começou assim:

Nos Estados Unidos, o setor de imóveis estava indo muito bem. Tão bem que eles começaram a vender casa para todo mundo, inclusive para uma categoria da população que eles classificam como “sub prime“. Os sub prime são clientes que não têm como comprovar renda e oferecem maior risco de não pagar as prestações de suas casas. Mas tudo bem, o mercado estava tão aquecido que eles não estavam preocupados com isso.

O excesso de oferta de casas para venda fez os preços caÍrem (na economia, tudo que tem muita oferta fica mais barato, enquanto o que é mais escasso é mais caro). Com os preços caindo, os “vendedores” aumentaram os juros, na tentativa de diminuir o prejuízo. (mais…)

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